Estava me lembrando da primeira vez que tive contato com uma campanha política, eu nem pensava em trabalhar com marketing político. Foi lá pelos meus vinte anos, ainda na faculdade de direito. Um amigo me pediu para ajudá-lo em sua campanha para a juventude de um partido já que eu trabalhava com publicidade à época. Entrei e ganhamos.

A experiência foi tão positiva que fui integrando outras campanhas, primeiro como militante, fazendo porta a porta, bandeirando, distribuindo santinho. Depois, na coordenação da militância e na organização de segmentos. Tudo ainda off-line.

Em 2008 comecei a migração para o online, levando a experiência de rua para o ambiente digital. Naquela época ainda havia o Orkut. E como brincam, ali onde hoje é o Instagram, era um campinho de várzea.

Minha primeira oportunidade foi na campanha vitoriosa de Gilberto Kassab, para a prefeitura de São Paulo. Fui deslocado da mobilização para que a campanha acompanhasse de perto o que “aquele pessoal lá da internet” estava fazendo.

Encontrei um ambiente digital ainda pouco explorado. A maioria dos profissionais eram oriundos do jornalismo, com linguagem informativa, ou da área digital, em que as métricas são visualizações, fãs e seguidores.

Campanha eleitoral na internet não é só isso

Campanha digital é a mistura de política, comunicação e tecnologia.

É o velho porta a porta, agora turbinado com Whatsapp, grupos de Facebook e envio de e-mails. É o bandeiraço com compartilhamento de imagens em redes sociais. É a mensagem de rua, que agora ganha tons de segmentação que não conseguíamos fazer.

Daí a importância de um conhecimento amplo quando se precisa atingir o primeiro lugar, com data determinada para acontecer e com recursos limitados.

Quando um profissional só conhece uma ou duas áreas do tripé de conhecimento necessário, acaba não conseguindo tirar o máximo de proveito que a internet proporciona.

Depois de Kassab, passei por campanhas como as de José Serra, Orestes Quércia, Camilo Santana, Confúcio Moura, Raimundo Colombo e diversos outros políticos brasileiros de toda sorte de partidos. Em todas precisei selecionar muito bem os profissionais que trabalhariam nas campanhas e aprendi na prática que as coisas só funcionam como esperado quando você os qualifica e os contextualiza.

No início não tinha entendido que esse seria o caminho, mas a comunicação, apesar de correta na forma, não tinha a cor vibrante para motivar pessoas. Os canais feitos por designers e programadores não contemplavam as necessidades de mobilização dos militantes. As métricas eram duras e não serviam para antecipar crises, nem aproveitar oportunidades. A gestão de respostas era praticamente robótica, com mensagens padronizadas e sem vida.

Com a experiência de campo, aliada ao conhecimento do digital e da comunicação, comecei a prover uma formação completa para os profissionais. Quércia, por exemplo, saiu de 8% de intenções de voto, para 23%, em sua disputa para o senado paulista, sem usar a televisão.

Uma campanha eleitoral digital, em sua forma profissional, é: pesquisa, planejamento, conteúdo, relacionamento, mobilização, mensuração e gestão de crise.

EaD Marketing Político e Eleitoral: a vez do digital

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